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Juventude Democratas de Chapecó - SC


A direita saiu do DEM (e nós também)#

O PFL teve tudo para mudar o Brasil para melhor, mas resolveu se aliar ao FHC e ter seu futuro tutelado pelo PSDB em troca de algumas vantagens mesquinhas e inglórias. Com o fim do governo FHC, o PFL foi para a oposição, mas, mesmo lá, manteve-se na posição de coadjuvante do PSDB.

Como resultado, o partido foi morrendo aos poucos, o que o levou a mudar de nome e a, supostamente, modernizar-se. O nome escolhido foi "Democratas", o qual não significa nada em termos programáticos (diferentemente do nome anterior que, pelo menos, trazia a palavra "Liberal"), já que vários partidos brasileiros são democratas no sentido literal do termo. Isso pra não falar na semelhança nominal com o mundialmente conhecido Partido Democrata americano, que é de esquerda e progressista.

Depois ainda houve uma cisão interna, onde a maior parte da ala puramente liberal-social do partido resolveu sair e fundar o PSD e, de costas para a sua história, se aliar ao PT no plano nacional. Como se não bastasse tudo isso, o senador Demóstenes Torres, que era o virtual pré-candidato do DEM à Presidência da República, acabou tendo seus direitos políticos cassados pelo Senado no âmbito da Operação Monte Carlo. O dano causado ao partido foi tão grande que houve até uma tentativa frustrada de fusão com o PTB, fato este que, ademais, denota o total descaso de certas lideranças do partido com o ideário do mesmo, dado que o PTB é, na verdade, totalmente antagônico ao DEM.

O DEM não é mais um partido de direita: não se considera conservador, liberal ou liberal-conservador, tampouco continuará se chamando DEM por muito tempo se depender de certos caciques (cogita-se mudar o nome para "Centro"). E, para encerrar o festival de patetices, o DEM agora tem como projeto ser coadjuvante do PSDB em 2018, almejando, para tanto, a vice-presidência na chapa do Alckmin. Pois bem então, que afundem junto com o PSDB.

Na Juventude Democratas de Chapecó, neste momento, não resta mais ninguém, porque nós não vamos trair nossas convicções.


Marcelo Otowicz
10 de janeiro de 2018 às 10:59